sábado, 12 de abril de 2008

Eu Sou a Arte

Eu sou a arte.
Eu grito. Brado palavrões sobre coisas que me irritam...
Eu grito em mim.
Em um quarto escuro, à luz tênue do monitor,
Eu grito, silenciosamente.
Eu pinto. Pincelo traços de idéias fragmentadas,
À mão, em teclas e cores pretas e brancas.
Eu esculpo... culpo.
Mesmo a mim, por não gritar, pintar e esculpir o suficiente.
Eu sou a arte, a representação do feio em expressões alinhadas de indignação e comodismo.
O meu próprio comodismo.
Sou o poeta e a obra; o quadro e o artista; a morte e o morto.
Eu sou a arte.

2 comentários:

João Mateus disse...

Onde você quis chegar? Eu sou a arte? Eu me produzo? Eu sou a razão, filosfia, matemática, história, eu faço história? Será que também sou a biologia com a física? Estudo o que sou? O que eu sou, arte, realidade, atitude?
Entendeu onde eu quis chegar?
Dentre todos os conceitos, o maior é este: eu sou eu.

carol pedrosa disse...

acaba que não há um senão o outro, não há a criação sem o criador.
o que é a criação senão o reflexo distorcido e camuflado do criador?

o que é a arte senão o próprio artista?
muito bem escrito, pauloso :*